O Desencarne Coletivo segundo o Espiritismo

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Entenda o que é o desencarne coletivo segundo o Espiritismo, saiba porque ele acontece e veja como lidar com essas situações de catástrofes e tragédias.

Nada pior do que perder alguém que amamos em uma tragédia. Infelizmente não estamos imunes a essas situações, como quedas de avião, incêndios e outros. Nessas horas, é importante buscar outras explicações para o fato, ajudando a vivenciar de uma maneira diferente a situação.

O desencarne coletivo é explicado na visão espírita como uma maneira de várias almas, com débitos semelhantes, cumprirem seus trabalhos e conseguirem a redenção nessa encarnação.

Quer entender melhor o tema? Continue a leitura.

O que é o desencarne coletivo segundo o Espiritismo?

O desencarne coletivo, ou seja, quando um grande número de pessoas falece em alguma tragédia ou catástrofe é explicada pelo Espiritismo. Para a crença, ele ocorre quando um grupo de espíritos comprometidos com um mesmo débito ou com débitos semelhantes, em reencarnações passadas, se associam na espiritualidade, antes do nascimento, para realizar um trabalho redentor.

De acordo com o Livro dos Espíritos (um dos 5 usados como base para a codificação), essas experiências têm o objetivo de fazer os espíritos avançarem mais depressa e as calamidades são frequentemente necessárias para fazer com que as coisas cheguem mais prontamente a uma ordem melhor, realizando-se em alguns anos ajustes que necessitariam de muitos séculos.

O mesmo livro ainda nos explica que os desencarnes coletivos são provas que proporcionam ao homem a ocasião de exercitar a inteligência, de mostrar sua paciência e sua resignação ante a vontade de Deus, ao mesmo tempo em que permite demonstrar seus atos de generosidade e de caridade.

Afinal, é durante essas tragédias que vemos muita comoção popular, com várias pessoas se unindo para ajudar os vitimados e as famílias enlutadas.

Reencarnação e Progresso

Para o Espiritismo, as reencarnações são os passos importantes para que possamos progredir rumo a nossa evolução. Ou seja, quanto mais vezes voltamos à Terra, mais podemos aprender com nossos erros e nos tornamos espíritos melhores, mais caridosos, bondosos e inteligentes.

Assim, o desencarne coletivo, na visão Espírita, funciona como uma espécie de “catalisador”, fazendo com que várias almas consigam progredir mais depressa. O objetivo, portanto, é levar as almas a cumprirem sua escala evolutiva.

Geralmente, esses desencarnes acontecem quando um grupo de pessoas precisa passar por determinada prova de desencarnação. Por meio da misericórdia divina, essas pessoas são encaminhadas para experienciar juntas uma tragédia, sanando seus débitos coletivamente.

Antes de reencarnarmos, cada um de nós recebe um “planejamento encarnatório”, quando o plano espiritual decide quais experiências serão vividas pensando, sempre, no nosso aprimoramento espiritual. É claro que cada pessoa tem o livre-arbítrio para fazer escolhas que possam suavizar ou agravar as suas dívidas.

Quando reencarnamos, esquecemos o que vivenciamos no plano espiritual, bem como os compromissos assumidos. Ao longo da nossa trajetória, conforme nossa maturidade espiritual, poderemos ser lembrados de algum compromisso. Mas, mesmo nos desencarnes coletivos (em que o contexto é o mesmo), cada pessoa o vivencia de uma forma pessoal.

Lembrando que nem tudo o que fizemos hoje será “pago” nesta vida. Também carregamos nossos débitos de vidas passadas. Para o espiritismo toda ação gera uma reação – e o desencarne coletivo seria uma reação a débitos passados semelhantes.

Como lidar com o luto em tragédias e catástrofes?

Em tragédias e catástrofes é normal que o processo de luto seja vivenciado de uma forma diferente. Afinal, essas situações provocam uma ruptura na vida das pessoas envolvidas, gerando um grande estresse. Isso porque essas situações extraordinárias são um marco que não atingem apenas o indivíduo, mas a sociedade como um todo.

Embora o luto seja algo universal (todos nós vamos vivenciá-lo um dia), cada pessoa possui sua própria forma de lidar com esse sentimento que passa por vários pontos, incluindo a fé.

Quem crê em uma vida espiritual passa a enxergar a morte de uma maneira diferenciada. Não como um “fim de tudo”, mas como uma passagem para outra vida.

Nesse ponto, a visão espírita do desencarne coletivo ajuda os enlutados a terem uma explicação sobre o fato e a conformar-se sabendo que os espíritos benfeitores estão ajudando os recém-desencarnados e que há um suporte espiritual para guiar a evolução dessas almas.

Neste conteúdo, você aprendeu que o desencarne coletivo segundo o Espiritismo acontece quando espíritos com débitos semelhantes são encaminhados a uma determinada situação para que possam vivenciar a experiência do desencarne juntos e evoluírem mais rapidamente.

Quando uma catástrofe acontece e várias pessoas desencarnam, os planos espirituais contam com equipes próprias de resgate e trabalham para receber e ajudar essas almas, orientando rumo a evolução delas.

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